
Silêncio
no princípio do princípio
era o verbo
a palavra primavera
a linguagem em flores encarnada
pela voz
abre-se o abismo dos tempos
da memória e do esquecimento
a história oculta do poema
no princípio do princípio
na havia mistérios nem fingimentos
só o pleno silêncio
4 comentários:
Gostei demais daqui, João!
Egregius poeta et amicus mei, mataste a charada: o fautor do mundo criou porque havia silêncio. Hoje, o mundo tem pavor do silêncio; até a música virou barulho. Será o nosso legado, mistérios e fingimento?
Bonito, isso, irmão.
Bonito feito o POTE, como já o disse, lá no facebook.
Achei muito própria a sua forma, seu jeito de quem já sabe que a viola vem com seus modos, e vc megulha no muito antes de acontecido, lá na alma da noite, da roça, dos lugares felizes.
Parabéns.
Feliz 2012.
Márcio Ares.
Além de belo, fala de uma preciosidade, O SILÊNCIO.
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