
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
sábado, 27 de agosto de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011

que glória há
em dominar o planeta
se onde pisas tudo morre e seca
adoece de peste crônica
de mal se cura
se contra ti voltam tuas conquistas
todos os engenhos que inventas
se te cortam a carne a faca e o forcado
as ferramentas todas que construístes
se são de veneno tuas refeições diárias
se não tens direito a um sono tranqüilo
se inimigos ocultos batem à tua porta com porretes e bazucas
se te assaltam corpo e alma
em plena luz do dia
se mores esmagado pelas máquinas ferozes e desnorteadas
se descansamos nossos corpos sobre cadáveres de espécimes extintas
que vitória é esta que cantamos
com orgulho com cega distinção
que trágica alegria a do ser humano que trai e mata seus semelhantes
em nome de que ciência e de que conhecimentos
continuaremos esta guerra sem fronteiras nem motivos
e como haveremos de tecer poemas
canções de exílio
em mundo assim
insípido e opaco
que triste melodia embala tua oficina de medo
que glória há em dominar o planeta

o que sabe o homem notívago
sobre o homem que amanhece
o que sabe de manhã efêmera
o poema que adormece
se nada a nada se prende
tudo se permuta
na ilusória messe
se todo olho de anjo
esconde a primavera
uma flor carnívora
um olhar de fera
se tudo se pergunta
e nada corresponde
ao verbo eterno
ao que se tece
se a voz volátil evoca a vida
a face oculta do sonho
nada permanece
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
o que se colhe na lavoura dos dias
sem esperança e sem memória
em sua infinita sucessão de tédio
além do crepúsculo dos sonhos
da indiferença das horas
se a noite nada oferece
senão estrelas ilusórias
desconhecidas e distantes
o que se colhe do tempo
terreno estéril
além da morte persistente
que tudo engole e ironiza
que universo é este
de veneno e regozijo
onde todos
de todos desconfiam
o que se colhe dos dias sem alma
às ave-marias
sem esperança e sem memória
em sua infinita sucessão de tédio
além do crepúsculo dos sonhos
da indiferença das horas
se a noite nada oferece
senão estrelas ilusórias
desconhecidas e distantes
o que se colhe do tempo
terreno estéril
além da morte persistente
que tudo engole e ironiza
que universo é este
de veneno e regozijo
onde todos
de todos desconfiam
o que se colhe dos dias sem alma
às ave-marias
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
terça-feira, 2 de agosto de 2011

para o desconhecido
me dirijo
só
ou mal acompanhado
nada exijo da viagem
dos cosmonautas sem identidade
erijo no percurso
roteiros improváveis e obscuros
escrevo em línguas mortas
com palavras e rejeitos
poemas inconclusos
atravesso manhãs de neon
o céu furo com os olhos
com bazucas e oboés
ao som de guitarras e tambores
toda viagem é uma guerra muito particular
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